Equilíbrio entre a vida pessoal e trabalho

Hoje estou saindo um pouco da linha dos meus posts tradicionais depois de diversas conversas com amigos empresários e executivos. O tema, tão intrigante, sempre está em pauta nas discussões.

Os principais questionamentos são:

- Estou trabalhando muito e não estou dando a atenção adequada para minha família;
- Empresa está exigindo muito e não estou conseguindo equilibrar com a minha vida pessoal;
- Não consigo me desligar dos negócios mesmo em meus momentos de lazer.

E o pior – alguns deles chegaram a se questionar se realmente são felizes.

Eu fiquei extremamente intrigado com o tema, então resolvi pesquisar um pouco o tão abrangente assunto – e cheguei a algumas conclusões:

- No mundo, um em cada quatro funcionários afirma que não recebe incentivo da empresa onde trabalha para equilibrar sua vida profissional com a vida pessoal. O dado é resultado de um estudo feito pela consultoria Hay Group e alerta para uma previsão ainda mais importante: a insatisfação em não conseguir contrabalançar esses dois aspectos é tanta que faz com que 27% dos colaboradores planejem sair do emprego nos próximos dois anos.

- O estudo, feito com cinco milhões de colaboradores de mais de 400 organizações, é referente a 2012. Naquele ano, o número de funcionários que disseram não conseguir contrabalançar o trabalho e a vida particular cresceu ante 2011: foi de 32% para 39%. No Brasil, especificamente, a insatisfação aumentou de 30% para 36%.

- A consultoria aponta que, nas companhias onde esse equilíbrio não é incentivado, os funcionários estão menos satisfeitos com seus salários e seus colegas de trabalho. De acordo com a pesquisa, nessas organizações, apenas 36% dos colaboradores afirmam receber um salário justo por seu trabalho. Além disso, 45% acham que a empresa consegue chamar a atenção de funcionários de alta qualidade.

- Nas companhias onde os empregados são incentivados a conciliar a vida profissional e a pessoal, os indicadores são bem maiores – 58% está satisfeita com sua remuneração e 71% acredita que a empresa consegue atrair talentos.

Portanto, acredito que: “devemos trabalhar fazendo o que gostamos e onde queremos, a nossa felicidade é prioridade.”

Você conhece ou se relaciona com as pessoas?

Esse é um tema bem interessante e abrangente. É comum você conversar com pessoas que dizem que conhecem muita gente ou até o mercado inteiro. A questão é: o que você faz com todas as pessoas que conhece? O simples fato de conhecer muitas pessoas não agrega absolutamente nada. O grande desafio consiste em aproveitar esse conhecimento e transformá-lo em uma rede, mais conhecido como networking na linguagem corporativa. A palavra é a união dos termos em inglês “net”, que significa “rede” e “working”, que é “trabalhando”. O termo, em sua forma resumida, significa que quanto maior for a rede de contatos de uma pessoa, maior será a possibilidade de essa pessoa conseguir uma boa colocação profissional, realizar bons negócios, obter informações e várias outras vantagens que se pode obter da rede formada.

Nós profissionais temos de aprender a usar a nossa rede de relacionamento de forma mais eficiente, permitindo uma interação que gere benefícios a todos. Não adianta ter uma rede extraordinária de “conhecidos” e não conseguir potencializar gerando conhecimento, negócios ou, no mínimo, informações de relevância. Também é comum a existência de profissionais muito bem “relacionados”, ou seja, que conhecem muitas pessoas, mas quando estão nas empresas não realizam conforme o esperado.

Se relacionar com pessoas é um processo que depende muito do seu comportamento. Agora, como é que as pessoas podem se relacionar com você e te conhecer melhor? Você tem de expor melhor suas ideias, ser uma pessoa aberta. Tem gente que quer se relacionar com as pessoas, mas é inacessível. Se você é inacessível, como você se relaciona? O questionamento vale até mesmo para dentro do local de trabalho atual. Como você vai conhecer e se relacionar com as pessoas com as quais você trabalha diretamente se você é inacessível? As pessoas não conhecem você.

Você deve se perguntar: por que eu não tenho acesso a determinadas pessoas? Eu pergunto: O que você faz para isso? Você cria oportunidades para conhecer as pessoas, para se relacionar com elas e deixar que elas te conheçam? Ah, eu quero me relacionar com toda a minha rede de fornecedores. Legal, mas o que você está fazendo para isso?

Aí chegamos ao famoso “profissional do ar condicionado”. Ele quer conseguir os melhores resultados, ter uma relação extraordinária com todos, mas não sai da sala. No mundo dos serviços, se você pensa desse jeito, está fadado ao fracasso. Como você quer provocar oportunidades dentro da sua empresa se você não sai, se você depende totalmente de terceiros? Lembre-se sempre que nós dependemos de terceiros, trabalhamos com um produto que não é nosso.

Fica um simples exercício: saia da sua sala e procure pelas pessoas. Se relacione a ponto de perceber as vantagens de sua rede de relacionamento e fique atento, pois esses benefícios nem sempre surgem no âmbito profissional.